Eu nunca fui fã de politica. Desde quando fiz meu título eleitoral sempre fiz questão de votar nulo! Acreditava na velha premissa de que todo politico é ladrão por natureza. Mas essas Eleições 2010 específicamente estão sendo especiais para mim.
Pela primeira vez percebi ser capaz de entender o que minha antiga professora Thaís de Politica me dizia na faculdade: - Um dia você vai perceber que votar em alguém é importante. Anular o voto serve apenas para lavar as mãos e deixar que outros decidam seu futuro.", ela me dizia. Eu não levava essas palavras muito a sério.
Não sei se graças ao tal do "amadurecimento", que minha mãe sempre diz que um dia chega, ou por cisma mesmo, sinto-me com mais clareza quanto ao papel de cidadão que faço escolhendo um candidato para votar. Parece bobagem (eu também pensava assim), mas o fato de eu estar escolhendo um lado na disputa eleitoral está fazendo com que eu reflita quanto aos meus valores, minha ideologia e meus objetivos no mundo. Me sinto um ser humano melhor, mais inteligente, mais preparado para os percalços da vida. Quando toda essa conversa de eleição começou, meu primeiro instinto era votar nulo. De repente, por curiosidade, resolvi me imaginar escolhendo candidato pela primeira vez, utilizando o famoso método do "menos pior'. Conforme as idéias iam amadurecendo, algumas questões pipocaram em minha cabeça. O que aconteceria se do dia para noite, todas as pessoas do mundo votassem nulo? Se não elegessem político algum para representação nenhuma? Não existiria Governos? Leis? E se todo politico não presta, quem eu gostaria de ver governando? Meu pai, minha mãe ou Jesus Cristo? Bom, se eu pudesse escolher esse último aí, eu até escolheria, mas na última vez que ele passou por aqui a última coisa que ele quis foi fazer politica. "- A César o que é de Cesar", ele disse.
Imaginar, o mundo sem alguém no poder tornou-se ínconcebível para mim por dois motivos simples: primeiro porque haveria caos. Sem comando não há regras e sem regras, adeus civilidade! O segundo é que sem ninguém no poder muito provalvemente alguém com algum tipo de força maior, militar, financeira ou religiosa, simplesmente o tomaria para sí, como as Ditaduras ou as antigas Monarquias faziam.
Todas essas utopias borbulharam pela minha consciencia para que eu finalmente entendesse a importância daquela palavrinha mais repetida nos discursos politicos que refrão de música do Latino: Democracia! Consigo enxergar com mais clareza que democracia é liberdade, mas não a liberdade de virar as costas aquilo que não concordamos.É sim a liberdade de escolher o melhor caminho para melhorar de alguma maneira aquilo que achamos que está errado. Agora que faço parte do time dos votos válidos, posso opinar sobre as duas opções que temos no próximo dia 31 de outubro. Mas isso, eu vou deixar para o próximo post.
*Faço desse post meu agradecimento tardio a minha ex professora Thais que me avisou três anos antes que um dia eu iria me render a politica. Professorinha esperta a senhora hein...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
T@p@ Five [Livros] ( Os cinco piores da minha vida)
- Ela é Carioca
- Chato O Rei do Brasil
- Eu Robo
- Harry Potter (todos)
- Senhor dos Anéis (todos também!)
- Chato O Rei do Brasil
- Eu Robo
- Harry Potter (todos)
- Senhor dos Anéis (todos também!)
T@p@ Five [Filmes] ( Os cinco piores da minha vida)
- O Diário da Princesa
- O Segredo de Brokeback Mountain
- Proposta Indecente
- Harry Potter
- Senhor dos Anéis
- O Diário da Princesa
- O Segredo de Brokeback Mountain
- Proposta Indecente
- Harry Potter
- Senhor dos Anéis
Nunca mais falo de tempo!
Se alguém dissesse que o que você diz hoje poderá ser usado contra você amanhã, você acreditaria? Pois é, acabo de receber uma tremenda lição de vida. Boba, mas não deixa de ser uma lição.
Desde a época da faculdade tenho vontade de criar meu próprio Blog. É uma bela maneira de colocar meu anseio em comunicar-me com o mundo externo, mesmo que nenhuma alma entediada perca seu tempo lendo o que eu ache ou pense. Serve como uma espécie de Diário e ao mesmo tempo como um "Olá, estou aqui Mundo!". Um dos principais empecilhos para me disponibilizar a escrever o que tem dentro de minha cabeça sempre foi a falta de tempo. Trabalhando ou estudando ou curtindo minha vida social, a internet nunca foi uma das minhas maiores ocupações. Mas quando criei esse Blog estava disposto a usá-lo constantemente como uma ferramenta que me comunicasse com o mundo, me expusesse de alguma forma, ou que pelo menos servisse como um desabafo. Mais uma forma, além de tantas nesse nosso novo mundo fantasioso chamado: Redes Sociais. Mas como diria Joseph Climber, "A vida! A vida é uma caixinha de surpresa..."
Pasmem que, perambulando, pela Internet atrás de criar um Blog para mim, me deparo com este Blog. Isso mesmo. Este meu blog. Juro! Eu não lembrava dele. E o mais sinistro! Eu fiz um texto revoltado justamente com a falta de tempo que eu teria para mexer nele (está ali embaixo, vai ler as baboseiras!). Impressionante! Claro, depois que eu o achei eu me lembrei que tinha feito toda essa babaquice...Mas se eu tivesse feito de propósito, jamais daria certo! Foram 2 anos e 7 meses esquecendo que tinha um Blog. Muito provavelmente pela tal falta de tempo que eu jurei combater naquele outro texto. Assim tiro duas lições deste meu novo velho Blog encontrado. Primeiro: Nunca prometa o que não possa cumprir! Segundo: As vezes nossa ansia nos faz procurar coisas que já temos e não damos a atenção suficiente para as notar! Interessante essa histórinha do meu Blog esquecido, se fosse de propósito não calhava desse jeito..Gostei! E não, não prometo ter tempo nenhum pra publicar nada nesse Blog.
Desde a época da faculdade tenho vontade de criar meu próprio Blog. É uma bela maneira de colocar meu anseio em comunicar-me com o mundo externo, mesmo que nenhuma alma entediada perca seu tempo lendo o que eu ache ou pense. Serve como uma espécie de Diário e ao mesmo tempo como um "Olá, estou aqui Mundo!". Um dos principais empecilhos para me disponibilizar a escrever o que tem dentro de minha cabeça sempre foi a falta de tempo. Trabalhando ou estudando ou curtindo minha vida social, a internet nunca foi uma das minhas maiores ocupações. Mas quando criei esse Blog estava disposto a usá-lo constantemente como uma ferramenta que me comunicasse com o mundo, me expusesse de alguma forma, ou que pelo menos servisse como um desabafo. Mais uma forma, além de tantas nesse nosso novo mundo fantasioso chamado: Redes Sociais. Mas como diria Joseph Climber, "A vida! A vida é uma caixinha de surpresa..."
Pasmem que, perambulando, pela Internet atrás de criar um Blog para mim, me deparo com este Blog. Isso mesmo. Este meu blog. Juro! Eu não lembrava dele. E o mais sinistro! Eu fiz um texto revoltado justamente com a falta de tempo que eu teria para mexer nele (está ali embaixo, vai ler as baboseiras!). Impressionante! Claro, depois que eu o achei eu me lembrei que tinha feito toda essa babaquice...Mas se eu tivesse feito de propósito, jamais daria certo! Foram 2 anos e 7 meses esquecendo que tinha um Blog. Muito provavelmente pela tal falta de tempo que eu jurei combater naquele outro texto. Assim tiro duas lições deste meu novo velho Blog encontrado. Primeiro: Nunca prometa o que não possa cumprir! Segundo: As vezes nossa ansia nos faz procurar coisas que já temos e não damos a atenção suficiente para as notar! Interessante essa histórinha do meu Blog esquecido, se fosse de propósito não calhava desse jeito..Gostei! E não, não prometo ter tempo nenhum pra publicar nada nesse Blog.
domingo, 6 de abril de 2008
Crônica
Aproveitando que estou trucidando meu tempo agora, resolvi publicar uma crônica que fiz sobre tempo para aula de Estudo da Linguagem, ministrada pela minha boazinha ex professora Elayne Saboya. Ela gostou. Espero que ela não seja a única.
O tempo nunca parou. Eu é que não quero mais tentar
Altamente velozes e furiosos buzinando sem parar esse transito é caótico ninguém nunca tem tempo está todo mundo sempre ocupado, os relógios não param os pontos das lojas, das fábricas, dos escritórios, das guarnições militares, das repartições públicas, nenhum pára, nada pára, a pressa é a grande motriz do nosso cotidiano. Produzir mais em menor tempo significa ter mais em maior tempo. Faça produza carregue trabalhe venda compre fale pergunte escreva sobe escada desce escada vai até o banco, “que fila!!” ,e volta logo, você precisa receber seu salário para começar tudo outra vez . Creio eu que este deve ser o objetivo das pessoas do Alaska à Saturno.
Rá-rá..(irônico) Justo eu falando de pressa. Meu sonho é ser jornalista, quer mais pressa que isso!! Um segundo de furo e eu sou o maior, ganho o prêmio Esso, um segundo de atraso e eu sou a nova geladeira do mercado. Ah, mas eu ainda estou estudando estou começando o terceiro ano pelo meus cálculos da matemática que odeio eu devo ter ainda uns dez anos para poder me arrepender e finalmente dar o braço a torcer. Pai, você está certo eu devia ter feito Direito.
Já que ainda posso gozar da lentidão, nada me impede de ir dormindo na bicicleta. Na loja de cosméticos onde trabalho, todo mundo me adora mesmo, as meninas chegam até me azarar. E o gerente acha que eu vou ser o único funcionário de futuro naquele lugar. Não acreditava nele, meus colegas também tinham capacidades e o único futuro que conheço é esse tempo que vivemos, afinal quem mandou Einstein falhar na construção da máquina do tempo. Me pouparia da parte em que eu teria que contar para os meus netos: “ Eu ralei muito, eu já trabalhei mais de doze horas por dia, carregando caixas e mais caixas para poder pagar uma faculdade e ser alguém na vida...” Eu queria poder dizer para eles: “ Divirtam-se sempre façam o que der na telha contanto que sejam felizes é para isso que a vida serve...”. Maldito Einstein!
“ Aonde é o que senhor pensa que vai ? ”
“ Hãn ? ” (estou sonolento) “Seu guarda me desculpe! ”
Aproxima-se um repórter de TV. “ Você não tem medo de andar pela contramão ? ” Sabe quantos acidentes aconteceram porque ciclistas andavam na contramão ? ”
“ Aaaaaaaa... ”( um bocejo) me desculpa! É que é de manhã ainda, quase não tem carro!
Repórter: “ O que você faz na vida ?”
“ Jornalismo! ” (sonolento ainda)
(Risos)“ Olha só! Ainda é nosso colega de trabalho onde é que esse mundo vai parar. ”
Guarda: “ Agora apressadinho você vai voltar para a esquina e trazer a bicicleta na mão,
andando a pé, para dar o exemplo! ”
“ Me desculpe seu guarda mas é que já estou 30 minutos atrasado para o trabalho. Vê essa loja que estamos em frente. Então, eu trabalho aqui.”
(Gargalhadas ao fundo) “Fala Gabriel!! Tá ficando famoso, já tá dando até entrevista!!”.
“ Desta vez eu vou deixar, mas a próxima vez que você cortar caminho pela contramão, só para não dar a volta na praça, eu vou ser obrigado a apreender sua bicicleta.
“Mas eu nem percebi que estava na...”
“ Não precisa explicar mais nada!” Agora vá trabalhar!” O guarda não perde a chance de comentar com o repórter: “ Esse mundo de hoje todo mundo está sempre com pressa às vezes arrisca a própria vida só para poder chegar mais cedo aos lugares. ”
Está bem! Eu juro que nunca mais arranco as baterias do meu relógio. Ele não pára mesmo. Principalmente quando agente quer. Vamos lá vamos correr vamos subir vamos pegar vamos pagar vamos, vamos, vamos, vamos...
Escrevi uma crônica em relação as reclamações que sempre temos sobre a falta de tempo, tentando transmitir um sentido de que o tempo é sempre o mesmo e a velocidade dos acontecimentos somos nós que fabricamos. Foi uma história real que aconteceu comigo em um trajeto para o trabalho, e me fez refletir sobre a necessidade de termos tempo para as coisas. Escrevi em fluxo de consciência sendo que no final do texto preferi usar discurso direto para poder ambientar e descrever melhor o fato ocorrido.
O tempo nunca parou. Eu é que não quero mais tentar
Altamente velozes e furiosos buzinando sem parar esse transito é caótico ninguém nunca tem tempo está todo mundo sempre ocupado, os relógios não param os pontos das lojas, das fábricas, dos escritórios, das guarnições militares, das repartições públicas, nenhum pára, nada pára, a pressa é a grande motriz do nosso cotidiano. Produzir mais em menor tempo significa ter mais em maior tempo. Faça produza carregue trabalhe venda compre fale pergunte escreva sobe escada desce escada vai até o banco, “que fila!!” ,e volta logo, você precisa receber seu salário para começar tudo outra vez . Creio eu que este deve ser o objetivo das pessoas do Alaska à Saturno.
Rá-rá..(irônico) Justo eu falando de pressa. Meu sonho é ser jornalista, quer mais pressa que isso!! Um segundo de furo e eu sou o maior, ganho o prêmio Esso, um segundo de atraso e eu sou a nova geladeira do mercado. Ah, mas eu ainda estou estudando estou começando o terceiro ano pelo meus cálculos da matemática que odeio eu devo ter ainda uns dez anos para poder me arrepender e finalmente dar o braço a torcer. Pai, você está certo eu devia ter feito Direito.
Já que ainda posso gozar da lentidão, nada me impede de ir dormindo na bicicleta. Na loja de cosméticos onde trabalho, todo mundo me adora mesmo, as meninas chegam até me azarar. E o gerente acha que eu vou ser o único funcionário de futuro naquele lugar. Não acreditava nele, meus colegas também tinham capacidades e o único futuro que conheço é esse tempo que vivemos, afinal quem mandou Einstein falhar na construção da máquina do tempo. Me pouparia da parte em que eu teria que contar para os meus netos: “ Eu ralei muito, eu já trabalhei mais de doze horas por dia, carregando caixas e mais caixas para poder pagar uma faculdade e ser alguém na vida...” Eu queria poder dizer para eles: “ Divirtam-se sempre façam o que der na telha contanto que sejam felizes é para isso que a vida serve...”. Maldito Einstein!
“ Aonde é o que senhor pensa que vai ? ”
“ Hãn ? ” (estou sonolento) “Seu guarda me desculpe! ”
Aproxima-se um repórter de TV. “ Você não tem medo de andar pela contramão ? ” Sabe quantos acidentes aconteceram porque ciclistas andavam na contramão ? ”
“ Aaaaaaaa... ”( um bocejo) me desculpa! É que é de manhã ainda, quase não tem carro!
Repórter: “ O que você faz na vida ?”
“ Jornalismo! ” (sonolento ainda)
(Risos)“ Olha só! Ainda é nosso colega de trabalho onde é que esse mundo vai parar. ”
Guarda: “ Agora apressadinho você vai voltar para a esquina e trazer a bicicleta na mão,
andando a pé, para dar o exemplo! ”
“ Me desculpe seu guarda mas é que já estou 30 minutos atrasado para o trabalho. Vê essa loja que estamos em frente. Então, eu trabalho aqui.”
(Gargalhadas ao fundo) “Fala Gabriel!! Tá ficando famoso, já tá dando até entrevista!!”.
“ Desta vez eu vou deixar, mas a próxima vez que você cortar caminho pela contramão, só para não dar a volta na praça, eu vou ser obrigado a apreender sua bicicleta.
“Mas eu nem percebi que estava na...”
“ Não precisa explicar mais nada!” Agora vá trabalhar!” O guarda não perde a chance de comentar com o repórter: “ Esse mundo de hoje todo mundo está sempre com pressa às vezes arrisca a própria vida só para poder chegar mais cedo aos lugares. ”
Está bem! Eu juro que nunca mais arranco as baterias do meu relógio. Ele não pára mesmo. Principalmente quando agente quer. Vamos lá vamos correr vamos subir vamos pegar vamos pagar vamos, vamos, vamos, vamos...
Escrevi uma crônica em relação as reclamações que sempre temos sobre a falta de tempo, tentando transmitir um sentido de que o tempo é sempre o mesmo e a velocidade dos acontecimentos somos nós que fabricamos. Foi uma história real que aconteceu comigo em um trajeto para o trabalho, e me fez refletir sobre a necessidade de termos tempo para as coisas. Escrevi em fluxo de consciência sendo que no final do texto preferi usar discurso direto para poder ambientar e descrever melhor o fato ocorrido.
Guerra ao tempo!
Semana passada minha querida amiga Jacky mandou-me um scrap no Orkut pedindo que escrevesse mais neste Blog. Quando li, minha resposta foi quase de imediato: falta tempo!
Depois de mandar a resposta fiquei pensando em como nós adoramos colocar culpa em cima do pobre coitado do tempo.
Por exemplo. Quando somos adolescentes e vemos aquela garota linda saindo com o amigo do nosso irmão mais velho só porque ele pode dirigir o carro do pai dele, já logo pensamos: ô tempo tartaruga que não passa pra tirar minha carta logo!
Ou então quando fazemos "aquela" viagem pro Sul para passar um final de semana e choramos no domingo a noite: já! Não quero ir embora não, passou muito rápido!
É! O tempo sempre é um estraga prazer. Mas depois de uma de minhas viagens corriqueras na maionese do meu cerebelo, resolvi fazer de conta que ele é inocente. Decretei que a partir dali, acreditaria apenas que relógio só está fazendo seu trabalho. Está fazendo só o que o patrão lá de cima lhe mandou.
Partindo desse racícinio, indaguei-me na seguinte proposta. E se ao invés de reclamarmos do tempo, fizermos uma rebelião contra ele, o que será que aconteceria?. Vamos usar os exemplos lá de cima.
E se ao invés de olharmos frustrados os caras levar as gatinhas no bate-bate dos pais deles, nós, quando adolescentes, pegássemos a caranga do nosso pai escondido e chamássemos a Maria para dar um rolêzinho? Ou então, quando estivessemos lá pras boas bandas do meridional do nosso país, em plena hora de embarcar rumo viagem de volta ao trabalho de segunda feira, pensássemos: que se dane aquele emprego chato, vou ficar por aqui?
Acho que 90% da população mundial já estariam me perguntando: Mas e as conseqüências? E se acontecesse um acidente com o carro do nosso pai? E se perdessemos o emprego, como iríamos sobreviver?
É verdade, se revoltar contra o tempo não será fácil. Assim como toda revolução não é fácil. Sempre haverá balas e guilhotinas a quem quizer mudar o mundo radicalmente. Só o que a mente jovem e inconseqüente que aqui vos fala tenta dizer é que mesmo que digam que tudo têm seu tempo, se arriscassemos um pouquinho mais na vida, quem sabe não acabaríamos vivendo mais.
Quem nunca sentiu a adrenalina de furar uma fila ou de achar uma senha de banco jogada no chão e perceber que ela ainda não foi chamada. Não sabem o que estão perdendo!
Eu sei. Tudo que escrevi até agora é éticamente errado. Mas será que afetaria tanto assim o nosso mundo? Já ouvi minha mãe dizer que burlar o tempo pode ser perigoso. Mas viver não é perigoso?
E deixar de viver, será que também é perigoso? Chegar atrasado, ou adiantado, esquecer que dia é hoje , que mês ou que ano estamos, qual a data de aniversário da minha cachorra ou do meu irmão, costuma ser a faceta do tempo que me faz rir, que me diverte.
A única que me causa medo, é aquela que me mostra que ele já passou, que não existe mais. A única que eu tenho certeza absoluta que sempre existiu e sempre existirá. E esse é o tempo que nos faz se arrepender daquilo que não fizemos, por medo ou por ócio, e que, muitas vezes, acaba não nos dando uma segunda chance.
É por isso que de agora em diante decreto guerra ao tempo mais uma vez e venho até aqui mudar oficialmente minha resposta para Jacky: Não escrevi mais, por incompetência mesmo! Mas agora eu vou, eu prometo!
Depois de mandar a resposta fiquei pensando em como nós adoramos colocar culpa em cima do pobre coitado do tempo.
Por exemplo. Quando somos adolescentes e vemos aquela garota linda saindo com o amigo do nosso irmão mais velho só porque ele pode dirigir o carro do pai dele, já logo pensamos: ô tempo tartaruga que não passa pra tirar minha carta logo!
Ou então quando fazemos "aquela" viagem pro Sul para passar um final de semana e choramos no domingo a noite: já! Não quero ir embora não, passou muito rápido!
É! O tempo sempre é um estraga prazer. Mas depois de uma de minhas viagens corriqueras na maionese do meu cerebelo, resolvi fazer de conta que ele é inocente. Decretei que a partir dali, acreditaria apenas que relógio só está fazendo seu trabalho. Está fazendo só o que o patrão lá de cima lhe mandou.
Partindo desse racícinio, indaguei-me na seguinte proposta. E se ao invés de reclamarmos do tempo, fizermos uma rebelião contra ele, o que será que aconteceria?. Vamos usar os exemplos lá de cima.
E se ao invés de olharmos frustrados os caras levar as gatinhas no bate-bate dos pais deles, nós, quando adolescentes, pegássemos a caranga do nosso pai escondido e chamássemos a Maria para dar um rolêzinho? Ou então, quando estivessemos lá pras boas bandas do meridional do nosso país, em plena hora de embarcar rumo viagem de volta ao trabalho de segunda feira, pensássemos: que se dane aquele emprego chato, vou ficar por aqui?
Acho que 90% da população mundial já estariam me perguntando: Mas e as conseqüências? E se acontecesse um acidente com o carro do nosso pai? E se perdessemos o emprego, como iríamos sobreviver?
É verdade, se revoltar contra o tempo não será fácil. Assim como toda revolução não é fácil. Sempre haverá balas e guilhotinas a quem quizer mudar o mundo radicalmente. Só o que a mente jovem e inconseqüente que aqui vos fala tenta dizer é que mesmo que digam que tudo têm seu tempo, se arriscassemos um pouquinho mais na vida, quem sabe não acabaríamos vivendo mais.
Quem nunca sentiu a adrenalina de furar uma fila ou de achar uma senha de banco jogada no chão e perceber que ela ainda não foi chamada. Não sabem o que estão perdendo!
Eu sei. Tudo que escrevi até agora é éticamente errado. Mas será que afetaria tanto assim o nosso mundo? Já ouvi minha mãe dizer que burlar o tempo pode ser perigoso. Mas viver não é perigoso?
E deixar de viver, será que também é perigoso? Chegar atrasado, ou adiantado, esquecer que dia é hoje , que mês ou que ano estamos, qual a data de aniversário da minha cachorra ou do meu irmão, costuma ser a faceta do tempo que me faz rir, que me diverte.
A única que me causa medo, é aquela que me mostra que ele já passou, que não existe mais. A única que eu tenho certeza absoluta que sempre existiu e sempre existirá. E esse é o tempo que nos faz se arrepender daquilo que não fizemos, por medo ou por ócio, e que, muitas vezes, acaba não nos dando uma segunda chance.
É por isso que de agora em diante decreto guerra ao tempo mais uma vez e venho até aqui mudar oficialmente minha resposta para Jacky: Não escrevi mais, por incompetência mesmo! Mas agora eu vou, eu prometo!
domingo, 9 de março de 2008
Papo Salgado
Quatro anos de faculdade se foram. Mas os acordos permancem pendentes. Os estágios continuam escassos. Já não se referem mais a mim como estudante. Agora é desempregado. E o diploma ainda congelado nesses tramites da burocracia universitária.
Aliás, sobre a colação de grau, receber um canudo roxo, vazio e ainda por cima escutar: "-Claro! É meramente decorativo!"; Chega a ser cômico. Eu dei duro pra receber meu diploma, não uma rosa.
E a festa de formatura? Dizem por aí que será a melhor festa que eu irei na vida. Acredito de coração. Pelo preço que paguei, ai de não ser né?
Dores de cabeça, insonia e stress foi algumas das situações que a faculdade me ensinou a lidar. Benditos dias de provas que ainda povoam meus sonhos.
Reclamão? Sim, Muito Prazer!
Penso na minha humilde pessoa que papel de jornalista é reclamando, é incomodando, é chateando, tudo e todos que estiverem fora de ordem. Até eles mesmos.
É certo que algumas coisas são hour concour, como chocolate e Jesus Cristo. Mas para o mundo mudar, alguém tem que apontar o dedo. Mesmo que ele esteja para direção errada, agente só aprende a acertar tentando.
Por outro lado, se algo me agradar, se for elogiável de minha parte, não temerei também em "acariciá-lo" com boas palavras.
Partindo disso, guardei para o final do texto minha explicação sobre o por quê de fazer um blog. Aqui não existe pirâmide invertida, forma analítica, texto interpretativo, opinativo, descritivo, liberdade de empresa, linha editorial, redator-chefe, patrocinador. Apenas eu e meu fluxo de consciência que tanto amo, dizendo o que eu penso, da forma que eu quero, com o conteúdo que eu achar cabível, e com quantas muletas de textos, sejam elas gerundios ou "quês", eu quiser colocar.
Aliás, sobre a colação de grau, receber um canudo roxo, vazio e ainda por cima escutar: "-Claro! É meramente decorativo!"; Chega a ser cômico. Eu dei duro pra receber meu diploma, não uma rosa.
E a festa de formatura? Dizem por aí que será a melhor festa que eu irei na vida. Acredito de coração. Pelo preço que paguei, ai de não ser né?
Dores de cabeça, insonia e stress foi algumas das situações que a faculdade me ensinou a lidar. Benditos dias de provas que ainda povoam meus sonhos.
Reclamão? Sim, Muito Prazer!
Penso na minha humilde pessoa que papel de jornalista é reclamando, é incomodando, é chateando, tudo e todos que estiverem fora de ordem. Até eles mesmos.
É certo que algumas coisas são hour concour, como chocolate e Jesus Cristo. Mas para o mundo mudar, alguém tem que apontar o dedo. Mesmo que ele esteja para direção errada, agente só aprende a acertar tentando.
Por outro lado, se algo me agradar, se for elogiável de minha parte, não temerei também em "acariciá-lo" com boas palavras.
Partindo disso, guardei para o final do texto minha explicação sobre o por quê de fazer um blog. Aqui não existe pirâmide invertida, forma analítica, texto interpretativo, opinativo, descritivo, liberdade de empresa, linha editorial, redator-chefe, patrocinador. Apenas eu e meu fluxo de consciência que tanto amo, dizendo o que eu penso, da forma que eu quero, com o conteúdo que eu achar cabível, e com quantas muletas de textos, sejam elas gerundios ou "quês", eu quiser colocar.
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